Livros por R$ 0,99 centavos ou R$ 1,99 e Gibis por R$ 0,50 centavos foram sucesso total na 21ª edição da Bienal do Livro de São Paulo


Os visitantes da 21ª edição da Bienal do Livro de São Paulo encontraram, no estande do Sebo do Messias, várias ofertas de livros entre R$ 0,99 centavos e R$ 1,99.

Podemos dizer que um verdadeiro clima de revolução pairou sobre as estantes do Sebo, devido a grande procura de ofertas instaurada em nossas prateleiras.

Dando continuidade ao clima de Bienal, o Sebo do Messias lançará mais promoções, algumas já conferidas pelos visitantes da feira.

Em breve, todos os livros dos acervos de Medicina, Artes e Dicionários terão descontos de até 50% em nosso site! Ou seja, em torno de 75% abaixo do valor de uma obra nova.

Portanto, estamos comemorando aquele clima de Revolução deixado em nosso acervo pelos leitores. As grandes revoluções intelectuais vêm desde a invenção da imprensa, que hoje nos permite levar obras de grande valor cultural até nossos leitores, por preços muito acessíveis.

Assim, nós do Sebo do Messias trazemos aos nossos clientes e leitores do Blog uma pequena coluna da história do livro.

Origem dos Livreiros

Durante a Idade Média os livros foram o mais importante veículo de transmissão intelectual, sendo produzidos em quantidade muito pequena nas escolas episcopais, monásticas e paroquiais.

Todo o programa de ensino no ocidente estava pautado nos livros. O saber antigo, as doutrinas e as regras religiosas, bem como numerosas outras informações, eram transmitidas por eles. Mas sua consulta era destinada apenas às grandes e médias autoridades monásticas, ou às pessoas a elas ligadas.

No século XII, com o surgimento das universidades, o livro ganha uma propagação diferenciada, que o torna um pouco mais acessível. Um novo sistema artesanal em cadernos proporcionou o comércio ativo de livros manuscritos. Desta forma os centros universitários proporcionaram o nascimento de um público leitor, exterior a vida religiosa. Em cada universidade encontrava-se uma autêntica corporação de profissionais do livro, desde o copista laico ao organizador de bibliotecas.

A produção de cópias dentro deste mundo universitário era feito da seguinte maneira: existia o manuscrito de base, geralmente um original ou uma cópia fiel, que era arquivado em separado; o exemplar que a universidade emprestava era uma cópia da cópia; cobrava-se, como hoje, uma taxa pelo empréstimo; todo exemplar era devidamente revisto e corrigido após cada nova utilização; no entanto, não se tratava do empréstimo da obra em sua totalidade, mas sim por cadernos separados, o que permitia obviamente a maior circulação das obras, mesmo que compartimentada.

Estas cópias, porém, divergiam muito de seus modelos por serem produzidas dentro de uma margem de autonomia. Ficava a critério de cada copista incluir ou não as notas, redigir colofons ao final e incluir glosas para auxiliar o leitor. Não raro mudavam a ordem ou introduziam elementos novos a cada cópia.

Era com este material produzido pelos copistas das universidades de Paris e Bolonha, que alfarrabistas (os primeiros livreiros) vendiam, por comissão, os exemplares produzidos, comercializando também outros utensílios necessários a escrita.

Com o advento da palavra impressa aquele sistema tornou-se inviável e o contexto medieval ganhou novos rumos. Os livros, a partir de então, começaram a ser produzidos em série, tornando-se mais baratos ao ponto de serem vendidos aos burgueses, que representavam um mercado em franca expansão.

A imprensa limitou o ofício liberal dos copistas. Mas fosse qual fosse o ódio que alimentassem contra o novo método, falharam todos os esforços de opositores. O livro, como objeto de consumo, conquistara um enorme público que não desejava indispôr-se contra um invento tão benévolo e, por isso, incontestável.

Habituados a lidar com livros, muitos copistas passaram ao ofício de impressores, trabalho que tinha grande analogia com aquele ao qual estavam acostumados. Os primeiros tipógrafos eram quase sempre livreiros e vendiam suas próprias edições. As duas ocupações só vieram a ser separadas no começo do século XVI, com o surgimento dos editores eruditos.

Fonte: Almanach Bertrand, 1923

Sobre Sebo do Messias

Fundada em 1969 a Livraria e Sebo do Messias é hoje a Maior livraria com vendas de livros e objetos usados da América Latina.
Esta entrada foi publicada em 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo | 12-22 Agosto 2010 e marcada com a tag , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

3 respostas a Livros por R$ 0,99 centavos ou R$ 1,99 e Gibis por R$ 0,50 centavos foram sucesso total na 21ª edição da Bienal do Livro de São Paulo

  1. Cristiane Francisca da Silva disse:

    Nossa o Sebo esta de parabéns, eu acredito que o povo brasileiro é sedento de leitura porem os livros são muito caros. E com essa oportunidade ler além de ser um prazer para a mente é também para o bolso.
    Pena quie não tenho como ir até a bienal
    beijos Cristiane Araraquara SP

  2. Marvos Belani disse:

    Beneficial info and excellent design you got here! I want to thank you for sharing your ideas and putting the time into the stuff you publish! Great work!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>