Os comentários da última semana oferecem uma boa dimensão de como foi agitada nossa promoção cultural.
O resultado do concurso gerou opiniões diversificadas e, em alguns casos, conflitantes a respeito da frase escolhida. Respeitamos todas e entendemos que o processo foi um grande aprendizado.
Valeu a pena todo o trabalho, todo o cansaço, todo o esforço, todas as críticas recebidas e todo o tempo que dedicamos para construir o concurso. As críticas foram recebidas e assimiladas da melhor forma possível, proporcionando diversas melhorias em nossa atuação.
Desta forma, decidimos mais uma vez transitar comedidamente ao longo da história do livro, porém desta vez abrangendo a arte de colecioná-los.
Embora o hábito de colecionar tenha nascido juntamente com o livro, é no século XIX – com a decadência da aristocracia e a ascensão da burguesia industrial – que esta arte atinge seu auge. É o momento em que a paixão colecionadora cresce em toda a Europa.
Nos leilões, determinados livros são disputados a peso de ouro. Criam-se clubes, uma espécie de confraria formada por membros de elites, unidos pelo mesmo culto, quase religioso, aos livros antigos e raros. As edições dos Elzevires holandeses dos séculos XVI e XVII, por exemplo, são disputadas com verdadeira fúria.
Desde a antiguidade o livro foi, ora mais ora menos, colecionado. Seja no século XIX ou na Roma antiga, ressalvadas as diferenças entre as características de cada momento histórico, o livro transformou-se em símbolo de poder e, ao mesmo tempo, serviu como depositário de saberes consagrados ao longo do tempo. Saberes esses que conferiam certas senhas a seus possuidores e garantiam o ingresso no mundo aristocrático das elites e da conveniência política.
O livro como objeto manufaturado, com suas encadernações artesanais, transporta não só seu conteúdo, mas acima de tudo, todo o arcabouço intelectual criado por milhares de homens e mulheres em todo o mundo, e entre outras coisas, podemos destacar o legado das ideias da tradição Ocidental, como o judaísmo, o cristianismo e os clássicos desde a Antiguidade greco-latina até nossos dias.
Daí é possível concluir que a presença do livro na colcha de retalhos cultural da atualidade é indispensável, sendo um elemento que estabelece uma relação renovada com o passado, uma vez que sempre esteve presente nas sociedades.
Assim, não foi surpreendente o fato de que um representante tão antigo de nossa cultura tenha provocado tão intenso alvoroço perante nossos leitores. Como prometido, seguem algumas das frases finalistas em nosso concurso.
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“Uma tela não da o prazer de folhear, o cheiro de usado, a experiência de olhar titulo por titulo em busca daquele que não se conhece ainda.”
“JAMAIS! Porque além de nem todos terem acesso ao livro digital, o livro impresso está sempre à mão, podendo ser usado em qualquer lugar.”
“Nunca! Nada vai tirar o prazer de folhear um bom livro, sentir seu cheiro, seja ele novo ou velho.”
“Não. O livro digital constitui um novo suporte da escrita para a leitura dos registros das criações humanas, conviverá com os já existentes.”
“Não, creio que simplesmente haverá uma convergência, graças à qual poderemos aproveitar o melhor que os dois formatos têm a oferecer.”
“Sonho com os livros que li, com o cheiro e a materialidade de cada história. O livro digital pode se acrescentar, jamais substituí-los.”
“Eu acho que não, pois só o livro impresso permite ao leitor levá-lo para a praia, ônibus e trem sem maiores preocupações.”
“O livro, mais do que abrigar palavras, guarda consigo cheiros, toques, lembranças. Um livro traz consigo a sua própria história e segredos.”
“Impresso ou digital o livro nunca perderá seu valor, será substituído, mas não deixará de ser livro, pois livro é conhecimento e nunca morre.”
“Livro digital combina com rapidez e livro impresso, com o pé ante pé da palavra que chega, abraça e beija; e quem rejeita milhões de beijos?”
“Na era da comunicação digital o livro não morrerá, não será substituído. Apenas sua alma se libertará de seu corpo.”
“O prazer de folhear um livro, vê-lo envelhecer e perceber que ele faz parte de sua vida jamais poderá ser substituído por um arquivo digital.”
“Minha esposa diz que não… e ela sempre está certa!”
“O livro impresso será substituído pelo livro digital quando não houver mais nenhuma árvore, nem água, nem ar, nem leitores.”
“Bill Gates, símbolo da era digital, teve de escrever um livro (A estrada do futuro) para dizer que o livro está condenado a desaparecer.”
“Livro-pedra, livro-papel, livro-tela, todos nos livram do mal, então vão conviver de modo igual.”
“Nunca, assim como uma lâmpada elétrica substitui em alguns casos a luz solar, mais nunca poderá transmitir a vida ao homem como o sol.”
“Um dia,com o apagar de todas as luzes,o livro impresso continuara a iluminar nossa sabedoria.”
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• Breve novos textos e frases serão adicionados.
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